Natal, a cidade do sol!

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Natal foi uma cidade bem presente na minha vida quando era criança e mesmo com minha memória péssima eu lembro de ter visitado a cidade algumas vezes com meus pais e irmão, em diferentes idades. Não sei se era a relativa proximidade de Recife (menos de 4h de carro) ou por Natal ter praias mas mesmo assim não ser uma vila sem muito o que fazer ou o quê, mas geralmente acabávamos voltando pra Natal ao invés de, por exemplo, ir conhecer Fortaleza, São Luís ou Aracaju.

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Passeio de buggy é obrigatório em Natal!

Também foi numa dessas idas a Natal que passamos pelo acidente de carro mais sério da minha vida, por causa de um motorista de caminhão (!!) descendo uma ladeira desembestado e bêbado (!!!!). Ainda lembro da minha frustração infantil ao voltar pra casa naquele dia; perda total no carro novinho, o corpo todo doído, mas o principal: chateada porque não chegamos em Natal. #prioridades

Então como já era a segunda vez dos meus sogros no Brasil e a milésima sexta de Nic, resolvi sair do circuito Recife-Porto de Galinhas-Maragogi de sempre e apresentar outra parte do nordeste pra eles. A escolha não poderia ter sido mais fácil (e errada, mas isso eu explico depois ahaha): Natal!

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Mesmo no auge do inverno e após dias e mais dias de céu cinzento em Recife, a cidade do sol não decepcionou (reza a lenda que na capital do Rio Grande do Norte faz sol cerca de 300 dias por ano! Londres chora!) e nos recebeu com céu azul e aquele calor delicioso. Sabe como é, vários graus antes da sensação portas do inferno que geralmente pegamos quando vamos pro nordeste no verão.

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Achar hospedagem em Natal é bem fácil, tem muitas opções perto da praia pra todos os gostos (e bolsos!), de albergue a super mega resorts.. Os turistas geralmente se dividem entre Ponta Negra, a praia principal do centro da cidade, com barzinhos, restaurantes e muitas opções de pousadas, e a Via Costeira, perto do Parque das Dunas e onde ficam os hotéis maiores.

Ponta Negra

Por mais que os hotéis da Via Costeira sejam melhores, toda vez que vamos a Natal ficamos em Ponta Negra por um simples motivo: ali pertinho do Morro do Careca a praia é ótima para banho! Obviamente cheia de turistas, mas o mar é tranqüilo mesmo quando a maré está mais alta e isso é o que eu geralmente procuro nessas viagens para a praia.

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Odeio com todas as minhas forças quando o mar de um lugar é tao agitado que depois de viajar por horas pra chegar lá você tem que pensar duas vezes se vai mesmo entrar, e quando resolve criar coragem acaba saindo sem a parte de cima do biquíni. Ou dando uma cambalhota e ralando a cara inteira na areia, como uma certa pessoa ahaha

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Além de toda comodidade que é ficar hospedado numa praia onde basta acordar, passar o protetor, atravessar a rua e cair no mar. Sem depender de ônibus ou carro pra chegar num lugar bom para banho, carregando um monte de tralha porque é mais prático ficar lá o dia inteiro, sem poder tirar aquele cochilinho pós-sol no meio da tarde.. Ponta Negra tambem tem toda estrutura e figuras engracadas das praias no nordeste: tem peixe frito, bebidinhas, cadeiras, guarda-sol, água de coco e picolé passando assoviando, o tio da tatuagem de henna, a hippie vendendo colares e saídas de praia, além do banana boat e instrutores ensinando stand up paddle.

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Meu lugar preferido, bem em frente ao Morro do Careca

A principal atração de Ponta Negra é o Morro do Careca, essa duna aí embaixo, que está presente em 90% dos cartões postais de Natal. Nao é necessario explicar o porquê do nome, né? ahah

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Rolaram boatos que o morro era inspirado no cabelo do meu sogro rs

A duna de 107m de altura antigamente era a diversão dos turistas em Ponta Negra, e até o final dos anos 90 era permitida a escalada (minha mãe já subiu!) e até mesmo descer o Morro do Careca nessa modalidade de esporte tão brasileira conhecida como esquibunda.. O que obviamente estava destruindo um dos maiores cartões postais da cidade, então desde que me entendo por gente fui a Natal pela primeira vez a duna já era fechada com cerquinha de proteção e acabou a palhaçada de rolar morro abaixo.

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Ficamos hospedados no Aquaria Hotel e, apesar de não ser terrível nem nada do tipo, não indico – a janela do meu quarto dava pro corredor do hotel (arejamento zero e barulho mil!), só isso já me traumatizou de primeira, além da tomada pendurada, uma torneira que não estava totalmente presa e detalhes assim.

A piscina é uma delicia, o café-da-manhã também é muito bom com omelete e tapioca preparados na hora, mas esses detalhes de infraestrutura dos apartamentos me deixaram meio blergh. Nada chocante no nível percevejos na cama, maaasssss deixou muito a desejar pra um hotel supostamente 4 estrelas na beira da praia.

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 Mirante dos Golfinhos

 

Viagens pelo Brasil: O que fazer em Natal, Rio Grande do Norte

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No nosso último dia inteiro na cidade pegamos a Rota do Sol, que começa em Ponta Negra e vai passando por várias praias como Cotovelo, Pirangi, Buzios, Tabatinga, Camurupim e várias outras, atééé perto de Pipa. Na verdade não dá pra chegar exatamente em Pipa, a não ser que você vá de buggy ou 4×4, porque uma parte do trajeto tem que ser na areia da praia e rola até travessia em balsa, mas seguir a Rota do Sol até onde o carro aguentar e depois voltar pra Natal também é uma ótima pedida!

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Um dos muitos atrativos da Rota do Sol, que alguns turistas perdem porque passam sem prestar muita atenção é o Mirante dos Golfinhos! O local é bem sinalizado, tem mesinha e cadeiras e é super bem conservado, mas acho que por ser numa curva muita gente não vê a placa e segue direto em busca das praias e lagoas do litoral sul

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E aí perdeu a vista maravilhosa, playboy! Dizem que a melhor hora pra ver os golfinhos laaaaa embaixo na praia de Tabatinga (ou já seria Búzios?) é no final da tarde, mas nós passamos por lá pela manhã e conseguimos ver vários!

Golfinhos sozinhos, casais de golfinhos, maiores, menores.. Não teve muito espetáculo nem pulos com cambalhota, afinal eles estão no seu habitat natural e não sendo treinados por ninguém. Mas só vê-los subir pra respirar ou pegar um peixinho já foi lindo demais – e ainda por cima grátis! <3 Só não tem foto decente, o mirante é bem alto e eles são rapidos demais, nem com o zoom poderoso da câmera dei conta de fotografa-los! ahahaha

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Lagoa de Arituba

Meus pais fizeram a maior propaganda da Lagoa do Carcará, que eles visitaram da última vez em que estiveram em Natal – uma lagoa paradisíaca de água linda no nível Caribe e blá blá blá, só que bem mais afastada do centro e meio perdida no meio do nada. Resultado: acabamos perdidos no meio do caminho sob o sol do meio-dia, o GPS não funcionava direito, meus sogros tendo piripaques de calor mesmo com o ar-condicionado no maximo, então entramos na Lagoa de Arituba, que fica pertinho do mirante.

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Tem uma estrutura maior que a tal Lagoa do Carcará (não quero nem olhar foto da dita cuja pra não ficar com raiva de não ter ido!), com restaurante, pedalinho, música etc e mesmo assim não estava cheia de gente como as lagoas mais perto do centro. Comemos um peixinho por lá e ficamos boa parte da tarde fazendo nada debaixo de uma sombrinha :)

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Outros detalhes

Apesar de termos focado basicamente em praia, sombra e água fresca, Natal também tem outras coisas legais para ver (inclusive a primeira base de lancamento de foguetes da America Latina foi construída lá!). A Barreira do Inferno, o Forte dos Reis Magos, o aquário, tudo isso já visitei anos atrás e vale a pena principalmente pra quem viaja com crianças.

Lembro que adorei alisar as costas de um tubarão no aquário, numa das vezes que fomos a Natal quando eu era pirralha! E a atração mais recente tambem vale a visita, a Arena das Dunas, que também dizem ser belíssima.

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Não sei se acho Natal uma cidade que necessita de carro obrigatoriamente porque sempre fomos de carro, mas dá pra ver pelos posts que o acesso a certas coisas é mais complicado se você for depender de ônibus ou táxi. Pra ficar só pelo centro não tem problema, afinal várias atrações fazem parte dos diferentes passeios de buggy oferecidos por lá e pra todo problema existe táxi, mas se a intenção é explorar as lagoas e ir em lugares menos turísticos, só de carro.

E por que foi a escolha errada?

Difícil explicar, mas acho que numa próxima viagem em familia não vai rolar road trip. Apesar de Natal ser “logo ali” pros padrões brasileiros (já fizemos viagens beeeem maiores num dia só), é um conceito meio alienígena para os meus sogros, que já tem uma certa idade e vem de uma vila minúscula no interior da Bélgica, passar 4h praticamente seguidas num carro sob o sol de rachar.

Na volta pra Recife achei que alguem fosse morrer de exaustão, e mesmo tendo parado várias vezes no trajeto quando chegamos meu sogro hibernou por dois dias. É como Nic brincou na primeira vez que veio ao Brasil e fomos a Maragogi, o tempo que levamos no carro pra ir naquela praia pertinho de casa sou exagerada mesmo é o tempo em que ele cruzaria o país dele inteiro.

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Então fica o aprendizado e o lembrete pra Thaís do futuro: todo mundo amou e não se arrependeu, mas não invente outra viagem longa de carro! ahahah Simbora de avião!

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