48h em Milão: La Scala, Poldi Pezzoli e Castelo Sforzesco

O último dia em Milão começou tarde com duas pessoas caindo de sono porque não conseguiam dormir. Nos mandamos pra Piazza del Duomo novamente (quem resiste, gente?) e depois de um tempo fomos para o Teatro alla Scala, uma das casas de ópera mais famosas do mundo.

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O teatro foi inaugurado em 1778 apos ser construído para substituir o Teatro Regio Ducale, destruído em um incêndio dois anos antes. Porém, na Segunda Guerra foi a vez do Scala ser quase que completamente destruído pelos bombardeios que também acabaram com tantos outros monumentos em Milão.. Hoje em dia o teatro está de volta ao seu esplendor e quem puder pagar (e for rápido, já que alguns ingressos esgotam em minutos!) para assistir a algum espetáculo não vai se arrepender, maaassssss vou fazer uma confissão: o Teatro alla Scala foi a única coisa que me decepcionou em Milão.

Esperava algo beeem mais grandioso e quando vi a fachada o desânimo foi tanto que nem nos empolgamos para entrar – obviamente não para assistir a um espetáculo, mas para visitar o museu e ter a chance de dar uma espiadinha na sala principal. Pra quem se interessar, a visita acontece diariamente e custa 6 euros.

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Preferimos visitar o Museo Poldi Pezzoli, que descobrimos pertinho do Scala e onde estava acontecendo uma exposição especial sobre Bellini. Instalado dentro de um palácio do século XIX, o museu possui pinturas de mestres italianos como Mantega e Botticelli, além de mobiliário antigo, tecidos e artilharia do século XIX (o boy pirou nas armaduras, lanças e derivados ahaha).

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A obra mais famosa no museu é Portrait of a Woman, de Piero del Pollaiolo (1470) – mesmo que o nome não seja familiar tenho certeza que você já viu essa mocinha..! Não entendemos muito de arte e visitamos museus sem nenhuma pretensão, sem nenhuma obrigação “tem que ver TODAS as obras de TODOS os museus da cidade”, e recomendo o Poldi Pezzoli justamente pelo clima relax e despretensioso do lugar. #ficadica

Depois da cultura, pausa pra pizza! E pro risotto alla milanese, e pra pasta, mas vamos fingir que somos saudáveis e não comemos isso tudo..

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Continuamos nosso dia turístico com uma visita ao Castello Sforzesco, que por anos foi um dos principais palácios da Europa justamente por ser a sede do Ducado de Milão e residencia da poderosíssima família Sforza. Outra atração importantíssima de Milão que não existiria sem a família Sforza é uma certa pintura numa certa parede.. Sim, foi Ludovico il Moro, filho de Francesco Sforza quem encomendou A Última Ceia para seu amigo Luciano.. Aquele mesmo, o da Vinci.

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Hoje em dia o complexo de fortes e fortalezas abriga vários museus, incluindo instrumentos musicais, pinacoteca, móveis, artefatos pre-históricos, a história de Milão e mais inúmeras atrações, e ainda é possível ver a inacabada Pietá Rondanini, a última escultura de Michelangelo. Não visitamos nenhum dos museus, deixamos para uma próxima vez (eu disse que queremos voltar a Milão! ehehe) e ficamos aproveitando os jardins do castelo.

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A última parada do dia é uma igrejinha que eu descobri por acaso antes de viajar, enquanto pesquisava no TripAdvisor. A Chiesa di Santa Maria presso San Satiro fica pertinho do Duomo e por conta disso perde a atenção dos turistas. A igreja foi construída no século XV a mando de mais um duque da família Sforza, mas não havia muito espaço para um apse monumental num espaço de 90cm.. E foi aí que o arquiteto e pintor Donato Bramante resolveu o problema com um dos primeiros exemplos de trompe l’oeil na história da arquitetura!

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A visita à essa igrejinha foi só pra ver “ao vivo” e é muito engraçado. Ao abrir a porta, parece que o altar se estende atééé longe, mas quando você chega perto percebe que não passa de uma parede pintada.

Fechamos o dia de andanças com uma visita rápida a Navigli (vale a pena ler esse post da Natasha!) pra conhecer a Temakinho. É engraçado porque bem antes de vir a Europa pela primeira vez, há anos mesmo, eu tinha visto um tweet falando sobre a identidade visual da primeira temakeria brasileira em Milão.. Achei super inusitado que estávamos exportando nossa forma de fazer temakis e aquilo ficou na minha cabeça – ótimo, pois estava morrendo de saudade de uma caipiroska de morango e um temaki com cream cheese!

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Não é nada demais, mas super dá pra matar a saudade (só que precisa fazer reserva). E assim acabou nosso dia, animadíssimos pra continuar a viagem no segundo destino: Veneza! :)

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