Instamês: Janeiro 2016 (o post em que não posso falar nada)

Janeiro foi um mês montanha russa, cheio de alegrias imensas mas também de dias semanas de puro estresse. Aquelas em que não dá pra se concentrar no trabalho, você fica monotemática, aparecem 379 espinhas no rosto e quando deita na cama passa 3 horas sem conseguir dormir, sabe?! Parecia que o mês não ia acabar nunca! Daqui a um tempinho vou poder contar a razão do meu sumiço e de todo esse perrengue, mas já adianto que é por um bom motivo :-)

As únicas saídas do mês foram pra visitar alguns restaurantes (as fotos ali embaixo foram no Vico e no Ceviche), pra um projeto que também não posso contar ainda. Não, eu não sei como vou ficar escrevendo meus resumos mensais sem poder falar o que está acontecendo na minha vida ahahah agora entendem o título do post né?! xD Eu sei guardar segredo dos outros mas sou péssima pra guardar os meus – tipo quando compro um presente, fico pra morrer querendo logo dar/contar pra pessoa! – então dá pra imaginar como estou feliz e contente com essa situação…

IMG_0483Foi difícil voltar pro frio depois das férias em Recife..

O ponto alto consumista de janeiro foi que me dei de presente de aniversário uma bolsa que queria há séculos. Eu ando assistindo documentários, lendo e pensando muito sobre consumo e a indústria da moda, e decidi que quero usar meu suado dinheirinho em coisas que não vão encolher depois de uma lavagem e perpetuar péssimas condições de trabalho. Não que a Kate Spade seja uma marca eco-friendly ou exemplo nos sites de moda ética, mas acho que deixar de comprar 4 bolsas por ano  na Primark/Topshop/H&M para comprar uma que vai durar bem mais tempo já é um começo. À medida que vou pesquisando e aprendendo quero selecionar melhor de quais marcas eu compro, dar preferência a pequenas empresas, produtos sustentáveis etc.

O mesmo se aplica ao consumo de carne, aos poucos estamos diminuindo mas como qualquer mudança de hábito vai levar um tempo… Eu descobri que sou aquela pessoa clichê que pensa em Cowspiracy e fica com o coração apertado toda vez que come um pedaço de frango rs. Alguém também está no mesmo barco? Comenta aí e vamos trocar figurinhas!

jan16_1Indecisão no provador, mas escolhi a turquesa <3

Já o ponto alto turístico do mês foi um evento muito especial que rolou por aqui, o Lumiere Festival! O evento original foi criado em 2009 em Durham, no norte da Inglaterra, e finalmente deu as caras aqui em Londres pra iluminar nossas noites de inverno. Foram 30 instalações de artistas diferentes espalhadas pelo centro da cidade, cada uma mais detalhada que a outra, que transformaram Londres num imenso playground colorido!

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O evento de 4 noites não foi divulgado com antecedência mas mesmo assim fez sucesso, várias avenidas foram fechadas e todo mundo tomou as ruas para apreciar (e fazer snaps!) as instalações. Minhas preferidas foram os “peixes voadores” (Luminéoles, de Porté par le vent) na Piccadilly Street e a fachada da Westminster Abbey toda iluminada, mas outras áreas do centro como Mayfair, Leicester Square e King’s Cross também receberam muitas obras e tinha até um elefante (?) na Regent Street.

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Mas não tem como superar a Westminster Abbey colorida! A instalação ‘Light of The Spirit’ foi feita pelo artista francês Patrice Warrener e iluminou a fachada oeste da abadia com cores vibrantes, que aos poucos iam mudando: azul, verde, laranja, amarelo, vermelho…

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Ver todos os detalhes da fachada, todas as esculturas, todos os vitrais, todos os mártires, todos os arcos e rosetas nessas cores vibrantes foi uma das experiências mais ricas que tive em Londres. O tipo de coisa que a foto não retrata e não dá pra descrever, foi um escândalo de lindo e praticamente comecei uma petição pra deixarem a abadia assim pra sempre.

IMG_0585Acho que todo mundo assinaria minha petição pra eternizar isso aí :-)

Falando em para sempre, eu espero do fundo do meu coração que o Lumiere London vire um evento anual. Além de ter a chance de ver uma Londres completamente diferente, foi maravilhoso ver como todo mundo saiu de casa num dia congelante pra bater perna e apreciar algo tão bonito… E ainda bem que o evento foi lindo desse jeito, se eu tivesse saído de casa naquele frio pra ver meia dúzia de luzinhas piscando teria ficado com muita raiva! #confissoes ahaha

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Em janeiro voltei a Paris pela primeira vez depois dos atentados, para passar três dias a trabalho. Fui cobrir a feira de sempre e foi uma boa surpresa ver como o evento estava exatamente como no ano passado. Rolavam uns rumores que os compradores internacionais estavam cancelando suas viagens (mesmo meses depois!) mas não vi diferença – ainda bem que tanta gente concorda em não deixar de viver por medo de tragédias e bombas. Acho que nessas horas o que qualquer cidade afetada menos precisa é que as pessoas fiquem paralisadas pelo medo, deixem de visitar, desaconselhem os amigos e de certa forma colaborem para espalhar o terror que os criminosos tentam promover.

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