O título desse post bem que podia ser "quem é vivo sempre aparece", eu sei, mas eu não estou dando conta de postar, editar vídeo e cuidar do Instagram tudo-ao-mesmo-tempo-aqui-e-agora... Isso sem falar no meu trabalho de verdade e da página no Facebook que anda entregue às moscas né?!

Já faz alguns meses que voltei de Hong Kong, todos os vídeos já foram postados no canal do YouTube (aliás, me segue lá pra dar uma forcinha? Obrigada! :D) e só hoje consegui sentar pra começar a escrever sobre minha primeira viagem pra Ásia. É engraçado porque nossa primeira vez na Ásia já estava marcada para acontecer esse ano, mais precisamente em abril, quando passaríamos nossa lua de mel na Tailândia e no Camboja.

Mosteiro dos Dez Mil Budas em Hong Kong

Só faltava comprar as passagens, mas depois do casamento percebemos que o contrato do nosso apartamento ia vencer bem quando a gente estaria viajando, e a gente provavelmente ia querer se mudar… O aluguel ia subir, não estávamos nem um pouco a fim de pagar mais pra continuar passando frio no inverno, então resolvemos correr e procurar um apartamento pra comprar. Já que teríamos que passar pelo perrengue de nos mudar, melhor usar o dinheiro guardado e partir pra algo mais definitivo (ou assim pensamos na época).

Foram dezenas de apartamentos visitados e quaaase compramos um (ainda bem que não deu certo, a história fica pra outro dia! ahah), mas no fim das contas resolvemos renovar o contrato do apê e ficar por aqui mais um tempo. Ficou aquela sensação de que gastei muito tempo correndo atrás de algo que não deu em nada, e nossa lua de mel foi adiada por uma coisa que nem aconteceu – a mudança… Mas como na vida há males que vem para bem, apareceu uma viagem de trabalho maravilhosa pra Nic em março e por uma coincidência do universo, desde fevereiro eu estou trabalhando de casa. Assim que ele me disse que iria pra Hong Kong eu já fui dizendo PERA LÁ QUE DESSA VEZ EU VOU TAMBÉM ahaha #soudessas

Vlog dos primeiros dias em Hong Kong – clique para se inscrever no canal!

A empresa onde ele trabalha é muito tranquila quanto a isso (até porque não tem custo adicional pra eles, já que no quarto cabem duas pessoas e a minha passagem/despesas nós bancamos), então fui junto e nós dois trabalhamos de Hong Kong por 5 dias. Foi muito bom, e deu tão certo ficar trabalhando do hotel/passeando nas horas vagas que já temos outra viagem assim marcada pra setembro. Não sobrou muito tempo livre pra passear, é verdade, mas é melhor conhecer pouco de uma cidade do que não conhecer nada, certo?! :-)

Aeroporto Hong Kong

Primeiras impressões de Hong Kong


As surpresas da viagem começaram antes mesmo de deixar o solo europeu: fiz conexão em Paris e pela primeira vez na vida eu era uma das poucas ocidentais num voo. Fiquei pensando que aquela sensação de estar sendo observada deve ser semelhante ao que os asiáticos sentem ao visitar um lugar onde só tem ocidentais, uma pessoa negra viajando por um país nórdico, ou um europeu loiro de olhos azuis andando pelo interior do Brasil. Depois de 4 anos morando num lugar onde todo mundo é diferente, eu estou tão acostumada a ser apenas mais uma estrangeira e conviver com pessoas do mundo todo, que foi esquisito perceber que em alguns momentos a única diferente era eu.

O problema de ser a única pessoa diferente é a dificuldade de comunicação, já que apesar do inglês ser uma das línguas oficiais de Hong Kong (até 1997 o território era uma colônia britânica), a maioria das pessoas fala apenas cantonês. Pra quem é naturalmente tímida, como eu, é meio angustiante entrar num lugar onde só tem chineses e sentir que você não consegue se comunicar. Passei aperto em alguns restaurantes quando estava sozinha, morri de vergonha por não saber como explicar o que queria, mas com um pouco de mímica e o velho apontar e sorrir as coisas sempre se desenrolavam :-)

Se por um lado somos completamente diferentes, por outro somos muito parecidos. No nosso primeiro café da manhã, depois de passar hooooras rolando na cama por causa do jet lag, eu praticamente dei pulinhos quando vi que tinha muita comida de verdade no buffet do hotel. Nada de pão, geléia e croissant com uma xícara de café – no meu prato tinha noodles, quiches, dim sum, e toda uma seleção de quitutes asiáticos que poderia muito bem estar num buffet de almoço. Pra quem é nordestina e morre de saudade de comer um prato de cuscuz ou macaxeira no café da manhã, começar todo dia com comida de verdade me fez sentir em casa (não, o marido belga não entende como alguém pode não amar pão! ahaha).

Outro choque assim que desembarquei: as máscaras estavam por toda parte, até porque quando chegamos Hong Kong estava encoberta por uma neblina muito forte. Infelizmente isso acontece com frequência (segundo a Wikipedia, durante 30% do ano a visibilidade em Hong Kong é de menos de 8km!), tanto por causa de mudanças climáticas quanto pelos ventos que trazem quantidades absurdas de fumaça da China (uma das maiores zonas industriais do país, no delta do Rio das Pérolas, fica perto de Hong Kong).

Dá pra ver pelo site do Air Quality Index como está a qualidade do ar em tempo real, e é uma boa conferir como vai estar o tempo para deixar aqueles passeios que ficam melhores com um céu aberto para um dia em que a neblina não esteja forte. Não imaginei que a coisa seria assim tão séria, mas em alguns dias praticamente não dava pra ver nada da janela do quarto! Por sorte nos dois dias que tivemos livres o céu amanheceu aberto, senão mal ia dar pra ver Hong Kong nas fotos…

E como falar de Hong Kong sem falar do mix templos-e-prédios-futuristas?! Não é a toa que HK é considerada o encontro do oriente com o ocidente – os contrastes estão por todas as partes, e mesmo sendo uma cidade (ok, região administrativa) super moderna, as tradições milenares, rituais religiosos e o feng shui continuam muito bem, obrigada. Os templos de Hong Kong foram o meu primeiro contato com templos taoístas e budistas, e nunca vou esquecer da atmosfera tranquila, do cheiro de incenso e dos movimentos sincronizados dos fiéis vindo fazer seus pedidos.

Man Mo Temple em Hong Kong

Tem muita coisa que eu quero escrever sobre Hong Kong e muitas, muitas fotos pra postar (procure por #SeteMilKmNaChina no Instagram para ver todas as fotos que compartilhei), então vou fazendo posts sobre os diferentes bairros que visitamos. Adorei Hong Kong, é um destino maravilhoso tanto para viajantes experientes como pra quem está começando a desbravar a Ásia, e mal espero mostrar tudo por aqui!

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