Reykjavik, a capital do extremo norte

Eu ainda não visitei todas as capitais européias, mas já posso dizer que Reykjavik com certeza é a mais “exótica” de todas. Eu explico: apesar de concentrar mais de 60% da população do país, a capital da Islândia mais parece uma cidade de interior! As ruas principais em nada lembram os centros comerciais de outras capitais européias, e a cidade pode ser facilmente vista, sem pressa, em apenas um dia.

Por causa disso muita gente nem inclui Reykjavik no seu roteiro, mas eu recomendo dedicar um dia inteiro à cidade. Nós não conseguimos fazer isso por causa do horário do nosso voo e dos tours que queríamos fazer, mas me arrependi – numa próxima visita vou deixar um dia inteiro separado pra andar sem pressa, visitar os cafés e olhar as lojinhas de Reykjavik!

Reykjavik é a capital mais ao norte do mundo todo, e fica bem ali na bordinha do Círculo Polar Ártico. Foi nessa região do país que os primeiros moradores da Islândia se estabeleceram, e o nome Reykjavik (“baía fumegante”) não poderia ser mais apropriado.

De um lado fica o mar, do outro a paisagem inóspita das montanhas com vulcões, gêiseres, gelo e um vento de matar… É surreal pensar que os primeiros colonos chegaram ali e pensaram “uau, achamos o lugar perfeito pra morar!”

Mas o mais impressionante é que a loucura deu certo: apesar do clima de aldeia no interior, Reykjavik é uma das cidades mais desenvolvidas, seguras, sustentáveis e limpas do mundo. As casas são aquecidas com água quente que vem das fontes termais perto da cidade, o ar é limpíssimo, a água que sai das torneiras é uma das mais limpas do mundo, o desemprego é inexistente e a cidade vive aparecendo naquelas listas de melhores lugares pra morar. Isso é, se você não se importar de viver praticamente sem luz solar por boa parte do ano ;)

Nós só tivemos duas noites pra andar sem rumo pela cidade, então não conseguimos visitar nenhum dos museus ou ver a cidade pela manhã, mas ADORAMOS tudo que vimos! Começando pela igreja mais diferentona que você já viu, a Hallgrímskirkja, que lembra aquelas formações de basalto que vimos na costa sul do país.

A igreja luterana foi inaugurada em 1986 e é a sexta estrutura mais alta do país (você vai perceber como em Reykjavik a maioria dos prédios não passa de dois ou três andares!), com 74,5m de altura. Eu amo como a igreja foi projetada pensando nas características do país, e não apenas reproduzindo a arquitetura tradicional de outras igrejas… A Hallgrímskirkja na verdade foi inspirada nos vulcões da Islândia e no movimento da lava escorrendo montanha abaixo, e se você visitar durante o dia eu recomendo subir na igreja pra admirar a vista da cidade inteira e ver seus telhadinhos coloridos!

Caminhamos pela rua principal, Laugavegur, dando uma olhada nas lojinhas independentes, cafés fofos, casas antigas e decorações de natal, e fomos conhecer outro ponto turístico mega famoso de Reykjavik. A barraquinha de cachorro-quente islandês! Sim, esse cachorro quente aparece em todas as listas do que comer em Reykjavik, e já fomos correndo pra fila na nossa primeira noite na cidade.

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Na verdade nosso plano original era um pouquinho mais especial – fazer um passeio de barco pra ver a aurora boreal -, mas por causa das nuvens o tour foi cancelado em todas as noites que passamos lá…

Mas o prêmio de consolação não decepcionou. A barraca do Bæjarins Beztu Pylsur é o point noturno dos islandeses há mais de 80 anos e olha, que cachorro-quente maravilhoso! Não sei se é a qualidade da salsicha, os molhos ou a combinação das cebolas perfeitamente crocantes com o frescor das cebolas cruas, mas acho que esse é o melhor cachorro-quente que já comi na vida. Pode pedir o “completo” sem medo de ser feliz, e enquanto come já vai voltando pra fila pra comprar mais um :-)

Outro lugar que vale muito a pena conhecer, principalmente se você também só puder visitar Reykjavik à noite, é a casa de concertos e centro de convenções Harpa. O mosaico de vidro que forma toda a fachada do prédio super moderno foi inspirado nas formações de basalto presentes no país, e toda noite o Harpa dá um show com sua iluminação dinâmica. Vale ficar de olho no calendário de eventos e tentar assistir a alguma apresentação por lá – como quando visitamos não tinha nada acontecendo, só ficamos andando por dentro do prédio e tirando fotos do mosaico iluminado.

E fechamos nossa última noite em Reykjavik com um jantar numa das pizzarias mais famosa do país, que também foi uma das mais gostosas que já comi. Apesar de não ter nome e ser conhecida apenas pelo endereço, Hvefisgata 12, de secreta essa pizzaria não tem nada: os moradores abrem a noite por lá antes de seguir pras baladas de Reykjavik (a cidade tem uma vida noturna bem agitada!) e acho que éramos os único turistas por lá.

Mas se você só come a autêntica pizza italiana é melhor nem ir. Lá os sabores fogem um pouco do tradicional – eu recomendo a pizza com base branca, cream cheese, batatas cozidas, rúcula e maionese de trufas – e combinam perfeitamente com o ambiente hipster e os drinks moderninhos. Se já estávamos impressionados com as paisagens e com a simpatia do povo islandês, depois de experimentar mais da comida nós ficamos morrendo de vontade de ficar mais tempo por lá…

Comemoramos nosso primeiro aniversário de casamento jantando sem pressa, relembrando as coisas lindas que vimos no país e já fazendo planos de retornar um dia. Mas ainda não está na hora de terminar a série de posts da Islândia, porque a última atração ficou pra manhã seguinte, já indo em direção ao aeroporto. No próximo post: a famosa Lagoa Azul!

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