Feriadão em Lisboa: o primeiro dia!

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Visitar Lisboa foi mais ou menos como visitar Milão – já tinha ouvido tanta gente falar coisas do tipo “Portugal é bonitinho, mas é o país mais sem graça da Europa” que não esperava muita coisa da cidade. Resultado: foi pisar lá e me apaixonar (e chegar à conclusão que nunca mais vou dar ouvidos a gente chata reclamando de um destino X ou Y, pra não curtir Milão e Lisboa você deve ser tão insuportável que estraga qualquer lugar onde pisar #prontofalei).

Inclusive foi por causa desses comentários nada a ver que não visitamos Lisboa antes, não estava no topo da minha lista de prioridades.. Apesar de já ter passado pela cidade um milhão de vezes nas conexões da TAP, nunca pensamos em estender a viagem e passar 1 ou 2 dias lá sabe? Mas como uma grande amiga minha estava passando um ano em Lisboa e a gente não perde a chance de aproveitar uma hospedagem de graça (ahaha sinceridades gente, 2015 foi o ano da economia) fomos passar o feriado de maio em Portugal.

DSC_0591DSC_0589DSC_0595Pelo caminho: uma escultura de Botero pra me dar saudade de Medellín!

Demos sorte de ir na primavera e chegar na cidade à tarde, então depois de toda preguiça de aeroporto/malas/se jogar no sofá da amiga pra papear ainda deu pra passear um pouco no primeiro dia antes de escurecer. Começamos no Jardim Amália Rodrigues, que fica numa das partes mais altas da cidade e está coladinho ao Parque Eduardo VII, e fomos descendo pelo centro de Lisboa até chegar às margens do Tejo.

O Parque Eduardo VII é o maior da cidade e inicialmente se chamava Parque da Liberdade, por conta da avenida homônima que liga o parque (e a Praça Marquês do Pombal, logo em frente) à Praça dos Restauradores e ao Rossio lá embaixo. O parque foi renomeado em 1903 em homenagem ao rei da Inglaterra, que visitou Portugal nesse ano para reforçar os laços entre os dois países. Lá em cima acontecem exposições, concertos, eventos culturais e a anual Feira do Livro, mas não tem jeito: a maior atração do parque é essa vista maravilhosa da baixa de Lisboa e do rio Tejo!

DSC_0177DSC_0193DSC_0153É difícil conseguir uma foto em que ele não esteja fazendo alguma palhaçada xD

Descer a Avenida da Liberdade foi estranhamente familiar e me deu uma saudade tão grande da minha cidade! Parecia uma versão super conservada e arborizada do centro do Recife, com os prédios antigos, fontes e cafés misturados com aquela brisa do mar deliciooosa que bate no rosto de quem passa pela Avenida Boa Viagem… Duas áreas de Recife que eu amo e não poderiam ser mais diferentes, digitransformadas num lugar só. Eu sei, parece viagem da minha cabeça mas quem já visitou os dois lugares vai entender do que eu tô falando ahaha!

Mas as semelhanças com Recife param por aí, porque a Avenida da Liberdade está mais pra Champs-Élysées do que pro centro do Recife, se é que você me entende. Ela é considera uma das mais luxuosas do mundo e é lá onde estão lojas internacionais icônicas como Prada, Dolce & Gabbana, Burberry, Cartier e muitas outras, assim como filiais de fast fashion e lojas mais alternativas. A avenida também abriga hotéis, escritórios, cafés, restaurantes, teatros… Sim, eu gostei tanto de passear lá que esqueci de tirar foto!!!

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No fim da avenida fica a estação ferroviária do Rossio (em bom português de Portugal, a estação de comboios do Rossio) e de lá partem trens para Sintra, a vila encantadora que é um passeio bate-e-volta clássico pra quem visita Lisboa. Ali ao lado está a Praça do Rossio, ou Praça D. Pedro IV, uma das principais desde a idade média – infelizmente por causa do terremoto que assolou a cidade em 1755 os prédios da região são mais recentes, datando “apenas” do século XVIII.

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A praça presenciou manifestações, festas, julgamentos, mercados, revoluções, enforcamentos, pronunciamentos… E ganhou uma estátua em homenagem a D. Pedro IV (mais conhecido pela gente como D. Pedro I, o primeiro imperador do Brasil independente), fontes monumentais, e ainda foi um dos primeiros lugares a receber o icônico mosaico português. Qualquer semelhança com o calçadão de Copacabana não é mera coincidência! :-)

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Saindo da Praça do Rossio descemos pela Rua Augusta, uma das mais movimentadas da cidade e cheia de lojinhas, restaurantes, bares e turistas. A rua é fechada para carros e vai dar no Arco do Triunfo, esse monumento super icônico de Lisboa, e na Praça do Comércio. Mas isso vai ficar pra outro post, porque essa área merece ser mostrada durante o dia em toda sua glória :-)

DSC_0632DSC_0222Ponte 25 de Abril e o mini cristo redentor Santuário de Cristo Rei

Não podia terminar esse post sem gordices né?! Na procura por algo pequeno e típico pra comer, acabamos na Tasca Pombalina ali na praça do Rossio e olha, que bolinho de bacalhau maravilhoso! Na volta pra casa da minha amiga, eles contaram de um lugar super secreto ao lado do prédio deles que fornece doces, bolos e pães para várias padarias da cidade (por sinal, as padarias se chamam pastelarias mas não, não tem pastel! #todoschora).

O x da questão é que a partir das 22h esse fornecedor abre uma portinha e também vende em pequena quantidade, e esse é O POINT PÓS BALADA da cidade! ahaha sério, como assim o lanchinho da ressaca é no fornecedor da padaria gente!?!? Como chegamos cedo ainda não tinha muita fila, mas à medida que as horas avançam ela vai ficando enorme (!!!) e vara a madrugada.

DSC_0638lisboa_comidaBola de berlim recheadíssima e com muito açúcar, como manda o figurino

Claro que compramos umas bolas de berlim (o nome português do nosso amado sonho de padaria!), pastéis de nata e muitos pães – tudo delicioso e muito, muito barato. Os baladeiros lisboetas sabem dos paranauês :-) Pra quem tiver com aquela fome da madrugada e quiser delícias fresquinhas, é só passar lá na Fábrica de Pastelaria Azevedo e Vidal (Av. Almirante Reis, 149).

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