A baixa de Lisboa

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Separamos parte do primeiro dia para conhecer o centro lisboeta, na região conhecida como a baixa de Lisboa ou Baixa Pombalina. Essa área repleta de história pode ser considerada o centro propriamente dito de Lisboa e abriga diversos pontos turísticos da cidade, como a Praça do Comércio, Praça do Rossio e a Rua Augusta, além de concentrar um monte de artistas de rua, vendedores ambulantes e também servir de palco para protestos e comemorações.

Um passeio pela Baixa de Lisboa

Um passeio pela Baixa de Lisboa

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Construída a mando do Marquês de Pombal após o terremoto e subsequentes incêndios que devastaram a cidade em 1755, a baixa é famosa por ser um dos primeiros exemplos de construções antissísmicas em grande escala no mundo. Suas construções modernas também abrigaram a primeira rede de esgotos domésticos, e os edifícios foram distribuídos em ruas retas e perpendiculares tendo como eixo central a Rua Augusta.

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Mas o que eu queria mesmo era voltar na Praça do Rossio pra ver o calçadão enorme de pedra portuguesa durante o dia!

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Muitas ruas da baixa são exclusivas para pedestres, e é uma delícia se perder por elas descobrindo lojinhas, prédios coloridos, azulejos decorando as paredes… E lugares que já tiveram seus dias de glória, como o Animatógrafo do Rossio – quando foi inaugurado em 1907 ele era o cinema mais luxuoso de Lisboa, e pra sorte dos turistas sua fachada Art Nouveau incrível está bem conservada (favor relevar as pichações rs).

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Um dos monumentos lisboetas mais famosos fica na baixa: é o Elevador de Santa Justa, que dizem ter sido projetado por um aprendiz de Gustave Eiffel (sim, o da Torre Eiffel!). O elevador de ferro no estilo neogótico sai da Rua do Ouro e sobe até o Largo do Carmo, no Chiado.

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Algumas ruas da região ainda levam os nomes dos produtos que antigamente eram vendidos nelas – tem a Rua do Ouro, a Rua da Prata, Rua dos Sapateiros e a Rua dos Fanqueiros, que tem esse nome engraçado e era onde os lisboetas iam comprar tecidos de algodão. Mas a rua mais conhecida da região realmente é a Rua Augusta, o point da baixa de Lisboa.

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Além de ser uma das ruas mais movimentadas da cidade e um bom lugar para encontrar lojas internacionais, é na Augusta que os turistas se encontram com artistas de rua, vendedores de castanhas assadas e ambulantes oferecendo todo tipo de produto! Tem sapatos, lenços, bijuterias, malas, souvenir, tatuagens de henna, flores, óculos escuros…

DSC_0028O Arco Triunfal da Rua Augusta celebra os descobrimentos portugueses

Mas essa área já bombava bem antes de ser “a baixa”, afinal era ali nas margens do Tejo onde ficava a residência oficial da coroa portuguesa, o Paço da Ribeira. Por conta disso os arredores eram chamados de Terreiro do Paço, e era ali onde em 1500 e bolinha aconteciam as festas da corte, atracavam os navios vindos do oriente (e do Brasil!), e onde a alta sociedade lisboeta desfilava. Todo esse passado ilustre foi apagado com o terremoto, mas no espaço vazio um novo marco de Lisboa foi construído.

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A Praça do Comércio é uma das maiores da Europa e, na minha opinião, o lugar mais icônico de Lisboa. Não sei se é o Tejo ali na frente, o Arco do Triunfo servindo de entrada para a Rua Augusta ou os prédios amarelinhos ao redor da praça, mas quando penso em Lisboa a primeira coisa que vem à mente é o Terreiro do Paço.

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Com a fuga da família real para o Brasil a praça deixou de ter a importância de outrora, mas ainda presenciou acontecimentos marcantes como a proclamação da república em 1910, a visita da Rainha Elizabeth II em 1957 e a queda da ditadura do Estado Novo em 1974. Apesar de ser um marco da reconstrução da cidade pós-terremoto, o descaso com a Praça do Comércio era tanto que seu ponto alto nos anos 80 foi servir de estacionamento (!), mas ainda bem que hoje em dia ela está recebendo a atenção que merece.

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Museus, prédios do governo, restaurantes e cafés ocupam a praça atualmente, e tanto o arco quanto a estátua em homenagem ao rei D. José I (que estava no poder na época do terremoto) trazem de volta um pouco da imponência que a região devia ter no século XVI. O Arco da Augusta inclusive foi restaurado e reaberto ao público em 2013, não subimos dessa vez mas dizem que a vista lá de cima é maravilhosa :-)

DSC_0039A ponte 25 de Abril e o Cristo Rei lááá longe

O passeio continuou pelas margens do Tejo e depois seguimos até Belém, o próximo destino na série de posts sobre Lisboa!

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